quarta-feira, 27 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Funções e Qualificações dos Presbíteros - Augustus Nicodemus



Presbíteros: Os Principais Discipuladores da Igreja



Você é um presbítero na sua igreja? Então você deve ser um dos líderes discipuladores da igreja. Você sabia que esse é um aspecto chave do trabalho de um presbítero, certo?

Permita-me dar um passo atrás apenas para certificar-me de que está claro. Se eu tivesse de valer-me de uma imagem para melhor explicar o trabalho de um presbítero na igreja local, minha escolha seria óbvia: o Novo Testamento predominantemente retrata os presbíteros como pastores de ovelhas. Tanto Paulo como Pedro instam os presbíteros a pastorearem seus rebanhos (Atos 20.28-31; 1 Pedro 5.1-4). O escritor aos Hebreus convoca os crentes a se submeterem a seus líderes que “velam” por eles “como quem deve prestar contas” (Hebreus 13.17). Pedro diz que os presbíteros servem como subpastores do Supremo Pastor (1 Pedro 5.4). Muitos dos deveres de um presbítero – incluindo ensinar a Palavra, proteger contra heresias, ser modelo de piedade, buscar os crentes inconstantes, supervisionar os assuntos da igreja e orar pelos membros – podem ser resumidos na simples imagem de um pastor cuidando de ovelhas.

Mas qual é o objetivo do pastoreio?

Os presbíteros pastoreiam os membros da igreja a fim de ajudá-los a crescerem em Cristo. Os presbíteros cuidam do rebanho de tal modo que os crentes se desenvolvem da infância espiritual à completa maturidade na semelhança a Cristo. Os bispos labutam na esperança de que as ovelhas passarão da infância de um cristianismo necessitado e focado em si mesmo para a fase adulta de servir a Jesus e conduzir outros a Jesus.
Paulo identifica a maturidade cristã com o motivo pelo qual Jesus deu vários líderes à igreja, incluindo pastores (i.e., aqueles que cuidam de ovelhas):
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. (Efésios 4.11-13)

Quando os presbíteros cumprem bem seus deveres, os crentes “não mais” serão “como meninos”, mas, em vez disso, crescerão “em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (vv. 14-15). Os presbíteros devem dizer com Paulo: “Nós anunciamos [a Cristo], advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Colossenses 1.28).

Em outras palavras, o alvo do pastoreio é fazer discípulos maduros. O que é fazer discípulos, senão ajudar as pessoas a progredirem até a maturidade em Cristo?

Então, enquanto pastores da igreja, os presbíteros devem liderar o caminho e estabelecer o ritmo do fazer discípulos. Todos os crentes são chamados à tarefa de fazer discípulos, mas os presbíteros carregam uma responsabilidade geral pelo trabalho de discipulado da congregação.

Quando os presbíteros compreendem o objetivo do pastoreio enquanto fazer discípulos e amadurecer discípulos, isso transformará o seu ministério. Considere como o objetivo de fazer discípulos maduros deve impactar cinco aspectos comuns do trabalho pastoral de um presbítero.

Amadurecendo os discípulos pelo ensino

Os presbíteros devem ser aptos a ensinar a Bíblia (1 Timóteo 3.2; 5.17; Tito 1.9). Os pastores de Deus alimentam o rebanho de Deus com a Palavra de Deus. E qual é o ponto de alimentar as ovelhas, senão fortalecê-las e amadurecê-las?
Quando um presbítero abre a sua Bíblia para ensinar cinquenta pessoas no culto dominical vespertino, ou doze pessoas num estudo bíblico doméstico, ou um cara enquanto toma uma xícara de café, ele não deve simplesmente concentrar-se em interpretar corretamente a Bíblia, embora isso certamente seja essencial. Em vez disso, ele também deve levantar os olhos da sua Bíblia para ver as pessoas em seus variados estágios de discipulado e, então, conectar as verdades da Bíblia aos corações, aos relacionamentos, ao discurso e às finanças de sua congregação. Ele deve lutar para aplicar o texto de maneiras que aperfeiçoem os seguidores de Cristo.

Amadurecendo os discípulos pelo cuidado pastoral

Qual é o ponto daquela “visita de médico” do presbítero? Ou por que ele passa uma noite inteira com um casal devastado pela infertilidade ou toma café-da-manhã com aquele idoso que acaba de perder a esposa, com quem viveu por 50 anos? Certamente ele está ali para encorajar e confortar esses membros de igreja que sofrem. Mas ele também deve estar lá para promover o crescimento espiritual.

Então, em vez de simplesmente perguntar: “Como você se sente?” e “Há algo que a igreja possa fazer para ajudar?”, um presbítero com uma mentalidade de discipulado irá, cuidadosamente, fazer perguntas como: “O que você acha que Deus está fazendo na sua vida por meio desta difícil experiência?” e “Acaso Deus lhe mostrou algo de si mesmo no meio do seu sofrimento?”. Ele não irá apenas orar por cura e conforto, mas também pela obra depuradora e santificadora de Deus.

Amadurecendo discípulos pela hospitalidade

Paulo diz duas vezes que os presbíteros devem ser hospitaleiros (1 Timóteo 3.2; Tito 1.8). Porém, mais uma vez, vejamos essa tarefa do presbítero pelas lentes do fazer discípulos. Quando o fazemos, descobrimos que a hospitalidade envolve mais do que presbíteros sendo amigáveis. Hospitalidade também envolve presbíteros fazendo discípulos ao serem exemplos.
A hospitalidade de um presbítero permite que outros vejam aquele presbítero de perto, em seu hábitat natural. Eles veem como ele se relaciona com a sua esposa, educa seus filhos e desenvolve a sua fé cristã na vida real. A hospitalidade facilita o ministério do presbítero de ser um modelo de maturidade (1 Pedro 5.3). Ela convida as pessoas à vida do presbítero, de modo que ele pode lhes dizer: “Sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Filipenses 3.17).

Amadurecendo discípulos pela vida em comum

A hospitalidade é apenas o começo. Modelar maturidade envolve mais do que uma refeição; os presbíteros devem abrir suas vidas para outros. Assim como pastores eficazes devem estar entre as ovelhas, também presbíteros eficazes viverão suas vidas junto aos membros da igreja. Os membros precisam ver o comportamento dos presbíteros em uma variedade de contextos, incluindo trabalho e lazer, ministério e miséria, sucesso e fracasso.
Isso pode soar amedrontador a homens com vidas agitadas e agendas cheias. Mas ter uma vida em comum não é tanto sobre acrescentar outros compromissos à agenda, é mais sobre convidar outros a participarem do que já está acontecendo. Então, se você é um presbítero, inclua membros em sua rotina, no golfe ou na pesca, ao ir ao jogo ou ao cuidar do jardim. Vão juntos ao trabalho. Se você ensina uma classe na igreja, traga um professor assistente para aprender com você.

Presbíteros devem poder dizer com Paulo: “Sentindo, assim, tanta afeição por vocês, decidimos dar-lhes não somente o evangelho de Deus, mas também a nossa própria vida” (1 Tessalonicenses 2.8, NVI). À medida que os presbíteros compartilham suas vidas, os membros têm vislumbres da maturidade cristã, em alta definição.

Amadurecendo discípulos pela liderança

Tomemos mais um exemplo: a liderança. Os presbíteros lideram uma igreja local do mesmo modo que um pastor lidera um rebanho. É por isso que eles são chamados “bispos” ou “supervisores” (Atos 20.28; 1 Timóteo 3.1, Hebreus 13.17).
Mas quando um presbítero compreende o objetivo de fazer discípulos maduros, ele não mais vê a “liderança” como simplesmente sentar ao redor de uma mesa e tomar decisões. Ele entende que a liderança inclui levantar novos líderes. O pastor com uma mentalidade para a maturidade convida outros para a sua vida a fim de compartilhar o ensino e a responsabilidade (2 Timóteo 2.2). Ele irá demonstrar e delegar. Uma visão de discipulado muda o foco de liderança do presbítero de políticas e programas para o treinamento de futuros pastores.

Qual é o ponto de fazer discípulos maduros?

Por que é tão essencial que os presbíteros vejam o fazer discípulos e o amadurecer discípulos como o objetivo do seu pastoreio? Porque fazer discípulos não é de fato o objetivo final.
O objetivo final dos presbíteros, assim como da igreja, é desfrutar e exaltar Deus e a sua glória. Tanto os pastores como o rebanho existem para refletir a imagem e o caráter de Jesus.
Então, quando os presbíteros pastoreiam de modo a edificar discípulos à semelhança de Cristo, eles estão estendendo o brilho da glória de Jesus no mundo. Fazer mais e mais discípulos maduros significa que há mais pessoas que entesouram Jesus, imitam Jesus e proclamam as boas novas sobre Jesus. Pastores que fazem discípulos labutam para trazer glória àquele que é o próprio Supremo Pastor.

Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel



FONTE: SITE MINISTÉRIO FIEL 

PEDIDOD DE ORAÇÃO

Recebi como comentário em uma das postagens um pedido de oração. Devido as atribuições do cotidiano, não acessava a conta do BLOG, desde ano passado (maio de 2014), retornando hoje ao Blog.

Peço desculpas a pessoa que me fez o pedido de oração e estendo este pedido a todos que tomarem conhecimento desta postagem.

Crendo o que o nosso DEUS é poderoso para dar a solução a esta pessoa.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

OS DONS ESPIRITUAIS PODEM SER PERDIDOS?

 
No contexto pentecostal, no que diz respeito aos dons espirituais, sempre houve a discussão sobre a possibilidade ou não, de se perder os dons concedidos pelo Espírito. Para cooperar com essa discussão, resolvemos escrever este artigo, onde a ideia é esclarecer alguns fatos sobre a questão.

Em primeiro lugar, entendo ser importante relembrarmos o conceito de “dom de Deus”. O termo grego para “dom” no sentido em que estamos tratando é charisma. Barclay afirma que no Novo Testamento a palavra ocorre dezessete vezes, catorze nas epístolas paulinas gerais, duas nas pastorais e uma vez em 1 Pedro. O termo, segundo Barclay[1];

(1)  É usado para aquilo que podemos chamar de “dádivas da graça”, e envolve também os charismata (dons espirituais), conforme 1 Co 12.31.
(2)  É usado para “graça e perdão” de Deus na situação em que o julgamento e a condenação teriam sido a perfeita justiça (Rm 5.15-16; Rm 6.23).
(3)  É usado em relação aos “dotes naturais” que o homem possui (1 Co 7.7; 1 Pe 4.10).
(4)  É usado como “dom que é implantado no homem quando é ordenado ao ministério” (1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6).
(5)  É especialmente utilizado para todos “os dons especiais que podem ser exercidos no serviço da Igreja” (Rm 12.6-8; 1 Co 12.8-10, 28-30).

A ideia básica da palavra é a de um dom gratuito e imerecido, alguma coisa dada ao homem sem trabalho nem merecimento, algo que vem da graça de Deus e que nunca poderia ter sido realizado, galgado ou possuído pelo esforço do próprio homem.

Não apenas a graça, mas também a soberania de Deus se relaciona com a concessão dos dons (1 Co 12.11; Ef 4.11; Atos 13.1-4; 20.24, 28; 2 Tm 1.8-11)

Para efeito de estudo (didática), algumas terminologias e classificações são utilizadas para descrever os dons do Espírito Santo, tais como “dons espirituais”, “dons sobrenaturais”, “dons ministeriais”, “dons de liderança”, “dons de serviço”, etc. Entendo ser importante afirmar que em última instância todos os dons do Espírito são “ESPIRITUAIS” (pneumatikôn)e “MINISTERIAIS” (diakonían), pelo simples fato de que todos são concedidos pelo Espírito  e para o serviço  ao próximo em todas as suas variadas formas ou manifestações.

Existe ainda o equívoco de reduzir os dons do Espírito a apenas nove, com base somente no texto de 1 Coríntios 12.8-10. É preciso considerar outras listas, tais como a de Romanos 12.6-8, Efésios 4.11, e ainda 1 Co 12.28-30.

A própria salvação é um dom espiritual de Deus, pois implica na ação graciosa e regeneradora operada pelo Espírito, mediante a sua Palavra (Jo 1.13; 3.1-8; Rm 8.3; 2 Co 5.17; Ef 4.23-24; Tg 1.18; 1 Pe 1.23):

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom (charisma) gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm 6.23).

Se a salvação, condição essencial para o recebimento em forma de concessão dos demais dons operados pelo Espírito, que conforme a teologia pentecostal pode ser perdida, o que não dizer dos dons que dela dependem? Como não podemos perder um dom do Espírito, se afirmamos ser a própria salvação condicional (influência da teologia arminiana), com base em textos como Mateus 24.13; 25.1-13; 14-30; Hebreus 3.12-19; 12.14; Apocalipse 3.11? Caso mudemos de posicionamento, resta-nos adotarmos a teologia reformada calvinista com a sua doutrina da predestinação e seus desdobramentos. Afirmar que recebendo os dons os teremos para sempre, não seria o mesmo que afirmar que uma vez salvos, somos salvos para sempre?

Se a Bíblia alerta quanto ao não “apagar” ou “extinguir” (gr. sbénnyte) o Espírito (1 Ts 5.19), que significa literalmente “apagar o fogo ou a chama”, “oprimir a ação ou deter a ação”[2], não podemos, junto com o “apagar” ou “extinguir” o Espírito fazermos o mesmo com os dons que dele procede? Minha resposta é sim. Na realidade, a Bíblia nos adverte claramente sobre a possibilidade de perdermos coisas (dons, dádivas, bens, responsabilidades, etc.) que procedem de Deus (Jz 16.15-20; 1 Sm 15.27-28; 16.1; Jó 1.21; Sl 51.11; Hb 6.4-8; Ap 2.5).

Em segundo lugar, o que dizer sobre o significado do texto abaixo, utilizado por muitos para defender a ideia de que os dons espirituais não podem ser perdidos?

Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento. (Rm 11.29, ARC)

[...] porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. (Rm 11.29, ARA)

Os comentaristas bíblicos são praticamente unânimes em afirmar que o referido versículo está num contexto, onde a eleição de Israel como povo de Deus está sendo tratada por Paulo. Não há referência alguma aos dons espirituais. Além disso, a ênfase do texto está na imutável fidelidade de Deus, no fato de que Deus não muda de opinião a respeito dos seus dons, apesar do homem poder negligenciá-los e perdê-los. Stanley Horton, teólogo pentecostal, considera que os dons:

Nunca são nossos no sentido de não precisarmos do Espírito Santo, pela fé, para cada expressão desses dons. Nunca se tornam parte da nossa própria natureza, ao ponto de não perdê-los, de serem tirados de nós.[3]

A Bíblia de Estudo Pentecostal, publicada pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus, editora oficial da denominação, em sua nota de rodapé sobre Romanos 11.29 é enfática:

Estas palavras se referem aos privilégios de Israel mencionados em 9.4, 5 e 11.26. O contexto desta passagem tem a ver com Israel e os propósitos de Deus para aquela nação e não aos dons espirituais à vocação ministerial relacionados com a obra do Espírito Santo na igreja (cf. 12.6-8; 1 Co 12).[4]

Diante desta breve exposição, que não trata o tema de forma exaustiva, mas que busca apresentar fundamentos razoáveis para o entendimento de que os dons do Espírito (qualquer um deles) podem ser perdidos, esperamos contribuir de alguma forma para a discussão sobre o assunto.


[1] BARCKAY, William. Palavras Chaves do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2000, p 40.
[2] HAUBECK, Wilfrid; SIEBENTHAL, Heinrich Von. Nova chave lingüística do Novo Testamento grego. São Paulo: Hagnos/Targumim, 2009, p. 1152.
[3] HORTON, Stanley M. A doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 230.
[4] Bíblia de Estudo Pentecostal. Flórida, EUA: CPAD, 1995, p. 1721.
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Quando Você Está Planejando Pecar Novamente?


Não existem muitos livros que conduzam você para a pergunta: O que eu devo fazer quando estou planejando pecar novamente? Toda a Escritura, é claro, trata dessa questão, porque todos nós sabemos que iremos pecar novamente, mas há dois padrões que são especialmente perigosos.

1. Confessa — depois ignora. Um casal cede ao sexo antes do casamento e se sente culpado. Eles confessam isso ao Senhor e prometem a Deus e, um ao outro, que nunca mais farão isso. Mas acontece de novo, e depois de novo. Na terceira vez, eles já não têm mais certeza de como proceder. Eles ainda podem sentir-se um ‘pouquinho horríveis’, mas por que se incomodar em confessar algo que você irá fazer de novo? Eles sabem que fazer promessas por culpa não funciona e, neste ponto, eles admitem que tais promessas são mentiras mesmo. Eles esperam fazer isso novamente. Melhor é apenas deixar essa fase correr seu curso, eles concluem. O casamento pode chegar logo, ou talvez o pecado morra gradualmente. Depois eles podem se comprometer novamente com Deus.

2. Confessa — tenta — se sente muito mal — perde a esperança — tenta ignorar. Essa é uma pequena variação do primeiro padrão citado anteriormente e leva um pouco mais de tempo para colocar o pecado recorrente em quarentena espiritual para que ninguém mais mexa nele. Por exemplo, alguém pode não estar planejando sua próxima queda na pornografia, mas fez pouco para interrompê-la, como compartilhar sua atividade na internet com alguém a quem ele possa prestar contas. Ele pode confessar suas próximas nove quedas (saltos?) na pornografia, mas uma vez que chega aos dois dígitos ele começa a imaginar: para quê isso serve? Então, esse setor da vida vai gradualmente se fechando para a ação de Deus, embora tais sentimentos ruins nunca tenham ido embora de fato.

De qualquer maneira, Deus é marginalizado, e o pecado vence através da nossa negação e complacência.

Peça ajuda

Tais padrões exigem ação. Eles matam nossas almas e nossas almas não irão curar a si mesmas com o tempo. Pelo contrário: precisamos de intervenção espiritual. A mais óbvia intervenção é ir a público. O pecado é como cogumelos e outras coisas que florescem no escuro. Então, traga-o à luz e confesse-o a outra pessoa. Se podemos confessar algo ao Senhor, mas não para um mero ser humano, nossa confissão é suspeita. Vá a público.

Há riscos. Talvez a pessoa para quem contemos conte a outras, ou muito pior, não faça absolutamente nada. Mas não podemos nos dissuadir de uma ação sábia, porque pode haver consequências indesejáveis.

Duas abordagens: Graça ou Lei

Quando pedimos ajuda para esses padrões, provavelmente ouviremos uma das duas abordagens: graça ou lei. Um pastor confiável me disse para pregar a graça até que uma pessoa desconsidere o pecado, então nós pregamos a lei.

Graça proclama a benignidade, o perdão e a paciência do Senhor. Ela convida e aceita. Ela pergunta: “Como você pode continuar a pecar à luz do amor de Deus agora revelado em Jesus Cristo? Você deve desconhecer que ele ama você. Como você pode perder a esperança ou se comprometer com o pecado quando o Espírito Santo foi dado a você?”

A graça de Deus nos corteja. É o amor de Cristo que nos compele à ação piedosa (2Co. 5.14). É sua graça que nos ensina a dizer “não” para a impiedade (Tt. 2.12).

A lei toma muitas peças do caráter de Deus e as remonta na forma dos mandamentos: “Farás…” e “não farás…” Sem elas, não temos ideia de como imitá-lo. Sem elas, esquecemos que a vida diária é vivida diante de Deus e nossos instintos são traiçoeiros.

A lei tem urgência — “hoje” (Hb. 3.15). Ela avisa. Ela pergunta: “Não há temor do Senhor? Seguir Jesus é reservado apenas para aqueles tempos em que há um encontro coincidente entre seus desejos e os dele?” É o temor do Senh
or que nos compele a viver justamente. Nós pertencemos a ele. Ele tem toda a autoridade.

Para qual lado você está pendendo?

Conforme temos oportunidades de aplicar essas duas abordagens à nossa própria obstinação e oferecê-las a outros, para onde pendemos? Para a graça ou para a lei?

Palavras e significados importam aqui. Há muitos diferentes usos da lei: a lei revela o caráter de Deus, restringe o pecado, expõe o pecado (nos mostrando a necessidade de Jesus) e nos ensina a viver. Nenhum deles se opõe à graça, mas são expressões dela. No entanto, outro uso da lei é encontrado em Romanos e Gálatas, onde a lei é resumida em um sistema sem o Espírito que olha para nossas próprias ações para justiça própria. Esse uso da lei (chamado de justiça por obras ou legalismo) é oposto à graça e ao evangelho.
Fazendo um uso da lei, graça e lei são companheiras. Com o outro, elas são inimigas. Estou usando a lei como uma companheira para a graça. Ao invés de optar pela graça ou pela lei, podemos dizer que a lei está embutida na ampla graça de Deus.

Então, o que estamos realmente perguntando é: como resultado da multiforme graça de Deus para conosco, devemos persuadir ou advertir o pecador? A questão do pecado intencional e planejado não nos força a escolher a graça ou a lei. Ao invés disso, tanto a graça quanto a lei revelam o caráter de Deus, e nós queremos acessar toda a gama do caráter de Deus enquanto persuadimos e advertimos. Com todo o amor persuasivo que podemos possivelmente oferecer, com súplicas, consideramos tanto a benignidade quanto a severidade de Deus (Rm 11.22).

Todos nós pecaremos de novo, e disso podemos ter certeza. Quando pecamos, pedimos o perdão tanto de Deus quanto daqueles a quem fizemos o mal. Então, algum combate ‘mano a mano’ contra o pecado é provavelmente planejado de certa maneira em público para permanecer firme ou correr quando houver outro ataque. Tudo isso é precedido e seguido por nosso descanso no perdão do pecado assegurado por Jesus. O descanso é espiritual, a complacência é pecaminosa.

Por: Ed Welch; Original: When You Are Planning to Sin Again; ©2014 CCEF; website: www.ccef.org.
Tradução: Alan Cristie; Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. Copyright  © 2014 Voltemos ao Evangelho. Original: Quando Você Está Planejando Pecar Novamente?
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

FONTE: Blog Voltemos ao Evangelho